segunda-feira, 23 de novembro de 2009

+ Referência poética

O livro das sombras - Leonardo Mackllene

Invocação

O mundo inteiro estremece no punho.

É em mim que o universo reverbera
sua aparente quietude,
susurra e entra em mim pelo o que vejo, cheiro, escuto.
O mundo inteiro me penetra em todos os sentidos

É e mim que o universo todo se confessa.

Nós, os poetas,
é que somo os alquimistas;
verdadeiros alquimistas
das possibilidades.
Filósofos da incerteza,
cultivadores da dúvida.

Professores de gramática chamarão de metáfora
o que para nós é transmutação, antropomorfização
inclusive do tempo.
Não morremos,
nos fundimos com o tempo.

Nós, os poetas, rompemos a barreira do tempo e do espaço.
Criar histórias, redimir o universo,
remodelar a criação, prever o que virá.
Podemos ir e vir quando quisermos.

Somos nós, os poetas,
que manipulamos as idéias,
convergimos as palavras,
submetemos os significados,
modificamos a eterna esfera do mundo.

Por, Caio Cesar de Aquino

no carro

A reciprocidade do desejo é nítida. Mas não seria mais gostoso se não fosse proibido.


Posso sentir perfeitamente pela forma que você me olha. E pra estimular cada vez mais seus estados corporais, lhe fiz um presente esta manhã:


Caetano VelosoVocê É Linda




A melodia casa em perfeita sincronia com uma poesia que dentro do todo, traduz sua beleza, que só eu conheço, e o meu desejo, da forma mais sincera e verdadeira possível. Em forma de música, pois as emoções não mentem.

Nesse sentido gosto de chamar a atenção pra parte que diz:


"Você é forte, dentes e músculos, peitos e lábios".


É a síntese, ou significado, do conceito da sua beleza, que só eu posso enxergar, pois esta é ofuscada pela beleza que todos podem ver. O segredo pra conseguir enxergar, é sutilmente, os detalhes observar.


Por, Caio Cesar de Aquino

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Já que eu não posso sair pra recortar o tempo,

Enclauzurado entre quatro paredes de um prédio construido sobre fortes estrutras de concreto. Ja que não me cabe a honra de sair para fotografar, protegido do Sol, limito-me a escrever.

Não posso parar. Nem que seja para dialogar.
De qualquer forma, a paisagem la fora me esperará
Nem que para isso eu tenha que depois me desculpar
Mas seja por acaso ou por energia,
ei de encontrar, novamente um brilho
diferente em cada lugar. Uma luminosidade ou
uma cor diferente pra completar.
Nada que um contraste
entre o azul céu de brasília não provoque contra o cerrado dourado
formado pelo incrível Sol sobre o Zênite estampado

Nesse sentido, minha imaginação traz o que eu tanto
desejo fazer nesta linda tarde, para o papél
A emoção é parecida. É diferente e estimulante
Da uma vertigem gostosa ao longo das mãos
é como se o teclado tivesse imãs que atraissem
as pontas dos meus dedos

é realmente incrivel.
A fotografia e a poesia podem caminhar juntas
basta você querer enchergar e deixar os dedos
fluirem de acordo com sua vontade súbita.

Por, Caio Cesar de Aquino

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Além das lentes.

Dia 14 foi aniversario de uma pessoa muita importante.
Fernanda A. Vilela. Personalidade Scorpio nítida. Apaixonada pela vida. Sempre feliz e radiante.

Me fascinou com sua fidelidade e sua capacidade incrível de analisar corretamente os acontecimentos da minha vida :)

Obrigado Fê. Esse presente fiz pra você hoje, ao entardecer. Repara que o sol se pôs hoje (19:40) ao lado da sua casa (Sudoeste). Ele se pôs pra você Fê, em homenagem ao seu aniversário. Olha como sua casa fica bonita vista de cima da ponte.

Parabéns e muitos anos de vida.

Por, Caio Cesar de Aquino

É melhor tocando

Dona da Minha Cabeça
Geraldo Azevedo



Intro: Bm G A D F#

D F# Bm
Dona da minha cabeça ela vem como um carnaval
G D F# Bm G A
E toda paixão recomeça ela é bonita, é demais

D F# Bm G

Não há um porto seguro futuro também não há
D F# Bm
Mas faz tanta diferença quando ela dança, dança

G D F# Bm

Eu digo e ela não acredita ela é bonita demais
G D F# Bm G A
Eu digo e ela não acredita ela é bonita, é bonita

D F# Bm G

Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar
D F# Bm G A
Quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes
D F# Bm
Na força dessa beleza é que eu sinto firmeza e paz
G D
Por isso nunca desapareça
F# Bm
Nunca me esqueça, não te esqueço jamais

G D F# Bm

Eu digo e ela não acredita ela é bonita demais
G D F# Bm G A
Eu digo e ela não acredita ela é bonita, é bonita

Por, Caio Cesar de Aquino

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vertigem

Saudade que explode! Saudade do seu gosto, seu toque, sua carne. Saudade do seu lindo sorriso branco e profundo, que realça ainda mais a beleza dos seus lábios rosados.

Fechar os olhos e senti-los, é realmente prazeroso. Acontece, das pernas ficarem bambas, enquanto o coração tenta bombear sangue pra manter o equilíbrio físico.

Minha mente nesse momento está tomada pelo sabor da lembrança. Liberando tiros de vertigens ao longo do meu corpo. Desenhando a bela face do seu rosto.

Sensação gostosa de paixão.

A Arte de detectar lindas bocas é uma dádiva.



saudade | s. f. | s. f. pl.

saudade
(a-u)

s. f.

1. Cabelos negros que ficaram grudados na pele, junto com o perfume na roupa.

2. Dor que essa privação me causa

saudades

s. f. pl.

5. Fios de cabelo, Boca, Pescoço, Barriga, Cheiro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A dois.


Como foi seu dia?

Como todos os outros dias.

E porque a frieza?

Depende do que você chama de frieza. O tom da minha voz, não está necessariamente ligado ao sentimento que estou sentindo nesse momento. Se é que existe algum específico para me deixar dessa forma que você diz: fria. Minha voznpode está apenas cansada, enquanto por dentro estou em paz.

Não
estava me referindo à sua voz, tão pouco à musicalidade desta. Refiro-me ao fato de falar comigo, sem olhar nos meus olhos. Porque não me deixa ver o brilho deles, como todas as outras noites?

Você não verá mais esse brilho. Eles se apagaram no momento em que você deixou as portas abertas ao sair.

Como posso saber se apagaram se não me deixas ao menos ver?

Não adiantaria. Você não conseguiria ver, pois é insensível. Você não pode ver em cinco anos. Porque veria em cinco segundos?

Porque a dor da perda converge em simetria com o arrependimento e cria novas concepções de valores. Nesse sentido, sugiro que você, com toda sua sensibilidade feminina, olhe nos meus olhos, e reencontre o brilho que te cegou há cinco anos. Naquele lugar. Naquele Luar, Naquele momento.

Eu não posso permitir que a emoção, mais uma vez controle minha razão. Eu não vou mais aceitar suas palavras bonitas. Acredito em você. Adoro a forma que você me entende e acima de tudo valorizo sua conduta moral em relação ao sexo oposto. Você me entende sempre e não se importa com meus defeitos. Aprendeu a gostar dos meus gostos. Sabe tudo do meu gosto sem precisar provar nada. Mas ao mesmo tempo, é egoísta e egocêntrico. E o meu amor não pode suportar mais um coração leviano. Que ao mesmo tempo que ama, fere.

Meu egocentrismo foi modelado por você. A sua beleza fez com que meu superego revelasse à minha consciência que eu era um conquistador nato e que pra ter uma bela mulher como você, era preciso ser bom. A única forma de superarmos nossos limites é tendo auto confiança. Levando em consideração que vocês mulheres, são seres sensíveis e necessitam de proteção, eu preciso passar a impressão de ser protetor e determinado. Por favor, minha amada, não interprete meu excesso de soberba de forma maldosa. Afinal sempre gostaste. Você me criou. Esqueceu como eu era há cinco anos atrás? E Por favor querida! Não confunda mais egoísmo com responsabilidade. Um homem de verdade deve arcar com todos os seus compromissos, mesmo quando estes são mais importantes que ficar ao seu lado. Não estou pensando apenas em mim. Estou pensando em nós. Quando eu machuco seu coração, não estou sendo egoísta. Acredita! Estou sendo corajoso ao conseguir deixar a porta aberta e me encontrar com minhas amantes. As saudades. Saudade do toque, do jeito, do cheiro e do desejo. Desejo de te amar, de te beijar e por fim, de pertencer-te. Será que agora posso ver o brilho dos meus olhos?

Por, Caio Cesar de Aquino